quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Quer adotar uma criança? Saiba como lidar com o preconceito

Olá Amigos!!!

Mais uma matéria interessante sobre preconceitos e os entraves da nova Lei.

Boa leitura!!

se eu  fosse assim vc me olharia de outra forma?

 

Hoje existem diversas formas de nascer, diferente de antigamente onde se nascia da mãe biológica ou se era adotado. Atualmente, com o desenvolvimento das técnicas de fertilização assistida, têm-se novos modos de se vir ao mundo, entre eles: óvulo doação, ovo doação, barriga de outra mulher. Isso pode ajudar a inserir a criança adotada na sociedade e talvez diminuir os preconceitos em relação a ser filho adotado.

 
Entretanto, se os preconceitos a respeito da adoção diminuíram nos últimos anos, o processo de adoção tem sido uma via-crúcis percorrida tanto por quem se interessa em adotar uma criança no Brasil quanto para a criança a ser adotada, que permanece por longos anos nos abrigos de proteção com todos os conhecidos danos decorrentes.


Acolher uma criança em adoção é construir com ela uma história em comum, mediante um entrelaçamento entre a “bagagem” da família que adota e a “bagagem” que a criança traz. Entende-se por “bagagem” a integração de muitos fatores como a hereditariedade, as condições socioculturais, as fantasias, os sonhos, as expectativas, os mitos, as crenças...


Uma criança tem o direito de possuir uma família, capaz de suprir suas necessidades de crescimento físico, afetivo-emocional, social e intelectual. Existem adultos solicitantes de uma adoção, mas o ideal seria a existência de adultos que se declarem capazes da disponibilidade necessária para adotar criança.


Nesse mês de agosto foi sancionada uma nova Lei da Adoção. Pelas novas regras, as crianças e os adolescentes não devem ficar mais que dois anos nos abrigos de proteção. Esse dispositivo legal tem como um dos objetivos encurtar o caminho judicial entre as 80 mil crianças e adolescentes vivendo em abrigos no País e as futuras famílias.


A nova lei prevê que, antes de a criança ser encaminhada a um abrigo, sejam esgotadas as possibilidades de acolhimento pela própria família. No caso de perda do pai e da mãe, por exemplo, tios, avós e parentes próximos serão estimulados a assumir a criança. Porém, neste caso, existe a possibilidade da destituição ser dificultada e a criança precisar permanecer em uma família que foi negligente, que a maltratou, por exemplo.


Antes da nova lei, a estimativa média para o término de um processo de adoção era de três anos e sete meses. Agora, mediante o novo texto legal, o juiz terá no máximo um ano para decidir a destituição de uma criança de uma família por motivo de abandono ou maus-tratos e possibilitar a adoção por outra família.
Entretanto a exigência de perfil é um dos entraves. Recém-nascidas brancas são as preferidas por 50% para adoção. A espera para adotar uma criança com essas características pode demorar muitos anos, pois existe uma longa fila. Crianças de mais de quatro anos, por outro lado, permanecem por vários anos nos abrigos, podendo chegar à adolescência sem chances de adoção.


Há uma exigência frequente dos pais que as crianças a serem adotadas sejam brancas, meninas e tenham até dois anos. Tal exigência advém de preconceitos: é difícil se criar uma criança cuja cor favoreça discriminação, do mesmo modo que se acredita que os meninos sejam menos dóceis, mais agressivos. Em síntese, muitas pessoas aderem ao mito de que essas duas condições complicam criar e educar um filho adotivo.


Mais frequente ainda é a condição de que a criança seja bem jovem. Tal condição, diferente das anteriores, não é baseada em preconceitos. Sabe-se que a relação pais-filhos, desde o inicio da vida, é altamente constitutiva para a mente da criança. Assim, é compreensível a preocupação, das pessoas que desejam adotar uma criança, de que o contato com o filho se estabeleça o mais cedo possível.


Existem também pessoas que preferem adotar crianças ao redor do primeiro ano de vida, quando se pode ter mais certeza a respeito de um desenvolvimento neuropsicomotor adequado.

 
Assim, quase não existe a preferência por crianças com idade mais avançada, que, em geral, passaram os primeiros ou alguns anos de suas vidas em orfanatos ou instituições similares. Sobre elas são projetadas com mais intensidade as fantasias de que não irão se adaptar à nova família.


Tentativas para evitar uma longa estadia nos abrigos de proteção têm sido feitas, tanto no Brasil, quanto em outros países, como, por exemplo, na Itália com o sistema de “Affido” e nos Estados Unidos com o modelo de “Foster family”.


Esses sistemas, acima mencionados, possibilitam uma “família substituta” ou uma “adoção temporária”, cuja vantagem é possibilitar à criança de idade mais avançada, a convivência em família, ou seja, a experiência de “estar - com”. Em muitos casos, essa experiência “temporária” acaba resultando em uma adoção definitiva.


A nova lei brasileira de adoção visa evitar a longa estadia nos abrigos, à medida que agiliza todo o processo, evitando a longa institucionalização, pode ser benéfica para todos: às crianças e aos adultos com disponibilidade para adoção. Porém, só uma mudança na legislação não será suficiente. Sabe-se que existe um número insuficiente de assistentes sociais, de psicólogos, de equipes técnicas e a centralização de muitos processos em um único juiz, o que acaba resultando na demora exagerada em todas as etapas que passam os pais interessados em acolher uma criança.


Além disso, novas medidas que favoreçam a acolhida das crianças maiores, usualmente não preferidas para a adoção, precisarão ser pensadas e colocadas em prática. A infância passa rápida e não deve ser passada em instituições abrigo.

 byeeee

17 comentários:

Kyria disse...

Letícia, o preconceito é muito grande, não somente com relação a adoção de crianças de outra raça.
A adoção em si gera um preconceito. A escola discrimina, os parentes discriminam, os conhecidos, vizinhos e por aí vai. Por isto o amor dos pais precisa ser enorme e firme pois o filho muitas vezes só terá este apoio.
A maioria das pessoas ainda acredita que a criança está recebendo um favor e qualquer atitude fora do comum que tenha é cobrada duramente.
Mães adotantes viram leoas para defender esta cria que fugiu do "padrão" na hora de nascer (veio através de outra mãe).
Ainda estamos muito longe espiritualmente, de considerarmos o outro como irmão em Jesus, sendo assim a adoção não é cor de rosa, suas cores são muito fortes e chamativas, mas são muuiito bonitas de se ver e viver. Querida, suaves beijos.

Letícia Godoy disse...

Kyria querida, tem muito preconceito sim, mas acho que as coisas estão melhores, pelo menos assim espero rsss.
No perfil do meu filho coloquei cor indiferente aconselhada por uma amiga, eu queria colocar negro, mas ela me disse q a classificação de "cores" é meio maluca rsss. Ela adotou um menino que pra mim é negro, mas ele foi classificado como "pardo escuro com traços negróides" isso é um palavãooooo hehehe. Então coloquei cor indiferente, provavelmente ele será negro, pq infelizmente essa é a realidade dos nossos abrigos, os brancos se vão e os negros ficam. Aiiiiiiii de quem mexer com meu filhote rsss, eu viro leoa mesmo rsss, eu sou calma, mas não mexa com filho meu. Aqui quem se meter a besta vai ter q enfrentar um paredão rsss, mãe, pai e um mano grande que já diz que vai virar bicho se alguém mexer com o irmão dele. Quero que ele cresça tendo orgulho da sua cor e que não se ache nem melhor nem pior do que ninguém por causa dela. Por mim ele pode ser azul com bolinhas amarelas, pq o meu amor não tem cor e é completamente míope rsssss.
Beijinhos no seu coração queridaaaa

Kyria disse...

Isto mesmo Letícia, o legal da vida é que a gente recebe o filho que é nosso, não interessando de que raça seja. Vai chegar a criança certa, com a idade certa, negro, loiro, menino, menina. A afinidade já existe, basta aguardar com muuuuiiiita paciência porque demoooraaa! Arre! Bjocas

Letícia Godoy disse...

Kyriaaaaaaaa rssssssssss meu nome é paciênciaaaaaaaaa heheheheh

Beijinhossssssssss

Kyria disse...

Hihihihi, é emesmo melhor rir. Muita calma nesta hora. GRRRRR, bjs amiga.

carmen disse...

Querida Letícia, obrigada por seguir o "Anjos e Guerreiros"..........mais uma amiga para essa coleção de defensores de nossas crianças e adolescentes.
É uma honra constar de sua lista de blogs. Voc~e já está no nosso também!
Obrigada e esteja sempre conosco!
Abraços
Carmen e Maria Célia

Letícia Godoy disse...

Kyria querida, fazer o que? O jeito é rir mesmo rsssss beijos amiga, adoro vc

Olá Carmen e Maria Célia,
Estamos unidas nessa luta pelas nossas crianças e adolescentes sim. A união faz é força e é isso que precisamos, força para lutarmos, para sermos ouvidos. Aos poucos nos encontramos nesse mundo virtual, mas as lutas são reais.

beijos no coração de vocês

Kyria disse...

Então esta "adoração" é de mão dupla viu? Bjões

Anônimo disse...

só tenho 12 anos mais acho lindo quem adota criança ñ enporta a cor mais é lindo então boa sorte pra quem adotar uma criança

Anônimo disse...

Oi tenho 15 anos mas gostaria de deixar um comentároi para as pessoas que tem conciencia da escolha maravilhosa que estão fazendo em adotar uma criança negra, e eu gostaria de parabeniza-los por este trabalho muito bem feito sobre adoção,preconceito pois existe muito preconceito no mundo,eu se pudesse adotar um criança com certeza seria uma criança negra pois eu acho muito correto as mulheres que adotam de coração pensando em ser mãe ,não se importão com a cor da criança e sim pensam em ser felizes meus Parabéns *-*

Anônimo disse...

meu nome é leonardo sou negro e casado.A minha raça não é capaz nem de se responsabilizar pelos próprias crias. E coitado daquele casal negro que planejar ter filho quando as coisas melhorarem.Enfim é a raça da piada pronta

Patricia Gomes dos Santos disse...

Olá Letícia meu nome é Patricia e eu sou filha adotiva, minha historia talvez contradizem suas esperanças de melhora. tenho 27 anos e minha mãe faleceu recente sou registrada em seu nome mas mesmo assim meus irmão que antes do falecimento agiam com muito amor comigo agora falam como se eu fosse uma empregada criada pela minha mãe disseram ao comprador da herança que seriam generosos comigo ele claro ofereceu uma proposta na suposta parte que eles iriam me dar sendo minha por direito legal esta própria ele deve ter pensado o que vier para ela é lucro isso me causou muita raiva e constrangimento além do sentimento moral claro.

Anônimo disse...

ola meu nome e solange tenho 32 anos tenho um filho de 8 anos que nasceu de mim mas tenho um sonho de adotar um e tenho duvida quanto a cor sou negra meu marido e branco e meu filho nasceu branco queria adotar uma criança negra mas tenho medo dele sofrer preconceito na escola pelo meu outro filho ser branco

Maria Miriam disse...

Olá Patrícia, me chamo Miriam e tenho um lindo filho adotivo, saiu a adoção provisoria e em muito em breve irá sai a definitiva, não é fácil lhe dar com o preconceito que esta dentro de você, foi muito dificil para eu aceita o meu momento, saber que eu podia ser mãe e o meu marido não, a cabeça pira, sou legionari, e por ser legionaria ao sai para fazer as visitas de evangelisaçõa, vendo aquelas realidades, eu me questionei por que não amar uma pessoa sem ter biologicamente as suas caractéristicas, com o tempo resolvi adota uma menina, meu marido conheceu a mãe que então iria tirar, pagamos todos os exames, hospital e cirurgia, quando a menina nasceu no dia 04-04-08, ela deistiu de nos dá , nossa quanto sofrimento não só nosso, mais de todos que estavam na espera.Até que um dia eu estava em outa cidades e a minha melhor amiga me ligou três vezes falando que tinha um lindo menino, falei que não , acho que foi o medo, quando cheguei falei para meu marido , nunca me esqueço o que vale um lindo quanto rosa se o principal, a gente não tem.Fomos olhar sem saber nem uma caractéristica, quando ela levantou o lençou não sei lhe esplicar a emoção que sentimos dai pra frente é uma longa história.Foram muitas lagrimas até a sai as ferias do juíz da vara, chega um anjo que nos concedeu a provisoria, nunca me esqueço das palavras dela TEM MUITO JUIZ TIRANDO CRIANÇAS DOS LARES POR CAUSA DA LEI, NO SEU CASO QUERO DEITA MINHA CABEÇA NO TRAVESSEIRO E DORMIR. O mais difícil, para Deus não é impossivel, creia e espere e ele tudo fará.A jornada é ardoa, mais quando olhamos aquele sorriso, vale apena a pelegrinação nos foros . Beijos a todos.

joseane disse...

0lá letícia!
Espero que seu filhinho esteja bem! Sei que Deus revistirá você, e lhe dará força nessa caminhada.
Tenho duas filhas adotadas, que foram geradas em meu coração. Tive algumas dificuldades em adaptação com minhas filhas,mais graças a Deus tudo está bem. Deus é especialista em fazer milagres acontecer em nossas vidas. Vou ficar orando por vocês, beijos!! Joseane.

Anônimo disse...

Gostaria de contar minha experiencia como filha adotiva.Fui adotada por uma mulher que ja tinha seus filhos próprios, ela tinha uma promessa de adotar uma criança, e então me adotou assim que nasci, mas infelizmente ela não era uma pessoa preparada para esse tipo de atitude. Acredito que ela pensou tanto em cumprir a promessa, e só, porque fui criada igual a um animal, ela já tinha uma filha e mais quatro filhos homens mais velhos.Sofri demais, não tinha cuidados comigo, tanto que desfrutei de todo tipo de doença devido a falta de higiene com meu corpo, sarnas, coceiras, peladas no couro cabeludo....Fora que para alguns parentes eu era como um animalzinho de circo todos queriam ver e comentar, não sou negra, sou parda, de cabelos bem lisos, mas isso é insignificante levando em consideração que os meus irmãos são todos brancos, então perto deles eu sempre fui esscura.Isso, não é importante o pior é que fui apenas criada por ela, e tratada como criada mesmo, não tinha o direito de errar, apanhava muito, tenho várias cicatrizes principalmente no rosto, já que na alma serão eternas,enfim fui privada de ter uma mãe por duas vezes, e isso me fez e faz muita falta na vida. Por isto eu acredito que para levar uma criança, que já foi rejeitada uma vez pra casa,não basta chegar com o enxovalzinho na mão. Tem que ter um grande coração e entender que é um ser humano, que vai precisar de muito amor,vai precisar de uma mãe de verdade, que o ame, cuide e ensine tudo que um filho precisa aprender.Essa seleção é muito importante, pois voce será o responsavel em formar um cidadão, uma pessoa,que precisa receber valores e entende-los. Hoje com a graça de DEUS superei muito preconceito, tenho minha familia, meu marido, meus filhos, mas sofri muito.....

Anônimo disse...

Com certeza, você disse tudo. Mais nem sempre a mãe nos trata mal, ela nos educa. O problema está nos familiares. Tios, primos que te desprezam realmente como se você estivesse ali invadindo aquela sociedade familiar. Você para eles é como um indigente, sem eira nem beira. Como você disse, as cicatrizes da alma não se apagam jamais! Mais esqueceram de um detalhe: Jesus Cristo também é filho adotivo.

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