quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Educação e Autoridade

Olá Amigos!!

Estou de volta e totalmente renovada, o passeio foi ótimoooooooo, mas agora é hora de trabalhar para juntar mais dim dim e ir de novo rsssss.

A matéria do Mais Você, aquela que eu pedi os contatos de pais adotivos aqui, foi ao ar hoje. Uma pena, havia pedido para a produtora avisar-me o dia que seria veiculada, mas ela acabou não avisando e não pude colocar a chamadinha para vocês assistirem.

O tema foi a hora de contar para os filhos que eles são adotivos. Aqui neste link Vídeos Mais Você, você pode ver o vídeo da matéria .

Hoje trouxe um texto da escritora Lya Luft, colunista da revista Veja. Gosto muito dos artigos dela, e este em especial achei interessante colocar aqui para vocês. às vezes me pego pensando nas minhas próprias expectativas em relação a adoção e dos cuidados que deverei ter com meus filhos. Principalmente as pessoas que optam pela adoção tardia, meu caso, devemos nos policiarmos para não sermos muito permissivos. Um exemplo é ficar pensando: “nossa essa criança nunca teve nada! Não conhece os prazeres da vida, da infância, nunca viajou, nunca teve brinquedos só seus, brinquedos legais……. então darei tudo, permitirei tudo, farei tudo por ela”. Mas não podemos perder as medidas. Dizer não também educa, também é amor. Eu penso muito nisso e acredito que vocês também! Então vamos ao artigo e as reflexões.

 
não
 
Lya Luft - Revista Veja - 23 de setembro de 2009

Educação e autoridade

"Um não na hora certa é necessário, e mais
que isso: é saudável e prepara bem mais
para a realidade da vida"

Antes de uma palestra sobre Educação para algumas centenas de professores, um jornalista me indagou qual o tema que eu havia escolhido. Quando eu disse: Educação e Autoridade, ele piscou, parecendo curioso: "Autoridade mesmo, tipo isso aqui pode, aquilo não pode?". Achei graça, entendendo sua perplexidade. Pois o tema autoridade começa a ser um verdadeiro tabu entre nós, fruto menos brilhante do período do "É proibido proibir", que resultou em algumas coisas positivas e em alguns desastres – como a atual crise de autoridade na família e na escola. Coloco nessa ordem, pois, clichê simplório porém realista, tudo começa em casa.

Na década de 60 chegaram ao Brasil algumas teorias nem sempre bem entendidas e bem aplicadas. O "é proibido proibir", junto com uma espécie de vale-tudo. Alguns psicólogos e educadores nos disseram que não devíamos censurar nem limitar nossas crianças: elas ficariam traumatizadas. Tudo passava a ser permitido, achávamos graça das piores más-criações como se fossem sinal de inteligência ou personalidade. "Meu filho tem uma personalidade forte" queria dizer: "É mal-educado, grosseiro, não consigo lidar com ele". Resultado, crianças e adolescentes insuportáveis, pais confusos e professores atônitos: como controlar a má-criação dos que chegam às escolas, se uma censura séria por uma atitude grave pode provocar indignação e até processo de parte dos pais? Quem agora acharia graça seria eu, mas não é de rir.

Gente de bom senso advertiu, muitos ignoraram, mas os pais que não entraram nessa mantiveram famílias em que reina um convívio afetuoso com respeito, civilidade e bom humor. Negar a necessidade de ordem e disciplina promove hostilidade, grosseria e angústia. Os pais, por mais moderninhos que sejam, no fundo sabem que algo vai mal. Quem dá forma ao mundo ainda informe de uma criança e um pré-adolescente são os adultos. Se eles se guiarem por receitas negativas de como educar – possivelmente não educando, a agressividade e a inquietação dos filhos crescerão mais e mais, na medida em que eles se sentirem desprotegidos e desamados, porque ninguém se importa em lhes dar limites. Falta de limites, acreditem, é sentida e funciona como desinteresse.

Um não é necessário na hora certa, e mais que isso: é saudável e prepara bem mais para a realidade da vida (que não é sempre gentil, mas dá muita porrada) do que a negligência de uma educação liberal demais, que é deseducação. Quem ama cuida, repito interminavelmente, porque acredito nisso. Cuidar dá trabalho, é responsabilidade, e nem sempre é agradável ou divertido. Pobres pais atormentados, pobres professores insultados, e colegas maltratados. Mas, sobretudo, pobres crianças e jovenzinhos malcriados, que vão demorar bem mais para encontrar seu lugar no grupo, na comunidade, na sociedade maior, e no vasto mundo.

Não acho graça nesse assunto. Meus anos de vida e vivência mostraram que a meninada, que faz na escola ou nas ruas e festas uma baderna que ultrapassa o divertimento natural ao seu desenvolvimento mental e emocional, geralmente vem de casas onde tudo vale. Onde os filhos mandam e os pais se encolhem, ou estão mais preocupados em ser jovenzinhos, fortões, divertidos ou gostosas do que em ser para os filhos de qualquer idade algo mais do que caras legais: aquela figura à qual, na hora do problema mais sério, os filhos podem recorrer porque nela vão encontrar segurança, proteção, ombro, colo, uma boa escuta e uma boa palavra.

Não precisamos muito mais do que isso para vir a ser jovens adultos produtivos, razoavelmente bem inseridos em nosso meio, com capacidade de trabalho, crescimento, convívio saudável e companheirismo e, mais que tudo, isso que vem faltando em famílias, escolas e salas de aula: uma visão esperançosa das coisas. Nesta época da correria, do barulho, da altíssima competitividade, da perplexidade com novos padrões às vezes confusos depois de se terem quebrado os antigos, que em geral já não serviam, temos muita agitação, mas precisamos de mais alegria.

 beijinhosssss

2 comentários:

Adelson (Gerenciando Blog) disse...

Olá, Letícia!

Que bom vê-la de volta! Espero que o passeio tenha sido ótimo e que tenha voltado com energia total!

E já voltou arrasando: ótimo esse texto! Uma ótima lição para todos.

Beijo e bem vinda de volta!

Letícia Godoy disse...

Oi amigo querido,

O passeio foi ótimo sim, apesar do pouco tempo deu para se divertir e desestressar a cabeça rsssss, tem que dar uma paradinha para recuperar as energias mesmo.

Já vai aprendendo migo para colocar em prática depois rsssssss

Obrigada pelas boas vindas

beijinhossss no seu coração

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